Resenha: O Príncipe Gato e a Flor-Cadáver

Título: O Príncipe Gato e a Flor-Cadáver
Autor: Bento de Luca
Páginas: 381 páginas
Editora: Novo Século

Concluída sua missão com a Ampulheta do Tempo, o Príncipe Gato é enviado de volta a Marshmallow. Empenhado em reparar os erros cometidos na cinzenta cidade de São Paulo, o felino mergulhará em uma lenda: a Flor-Cadáver. Misteriosos acontecimentos alarmam os marshmallianos; vilarejos vêm sendo atacados e o medo que ronda uma possível disputa entre Feiticeiros e Falcões-Peregrinos paira no ar. Todos se preparam para uma gigantesca batalha.
Rivalidades antigas, romance, magia e disputas pelo poder estão presentes neste segundo volume, com uma pincelada de humor característica dos autores.

CUIDADO! ESTA RESENHA PODE CONTER SPOILERS DO LIVRO O PRÍNCIPE GATO E A AMPULHETA DO TEMPO. SE VOCÊ NÃO LEU O PRIMEIRO LIVRO DA TRILOGIA CLIQUE AQUI.

Minha opinião:



Depois de ter ficado simplesmente fascinada pelo primeiro livro da Trilogia O Príncipe Gato, eu aguardava ansiosamente por uma continuação. Um livro que cresce gradativamente, personagens que te conquistam nas primeiras páginas, uma escrita deliciosa de se acompanhar e uma estória criativa e mágica que prende o leitor a cada palavra.

Após virar a Ampulheta do Tempo, objeto que deu mais um ciclo de vida a Marshmallow, em São Paulo, o Príncipe Gato retorna para sua terra natal. Agora, porém, ele está sozinho, perdeu seu amigo Hugo, não sabe onde está Eleanor, seu reino está à beira de uma guerra com os poderosos Feiticeiros e ele, talvez, seja o único que pode impedir a total destruição.

"Mas a esperança não poderia perecer. Jamais baixe a cabeça, pois desta forma perderá o horizonte de vista e, esteja certo, seu objetivo está lá adiante." - Elianor.
Página 147 (O Príncipe Gato e a Flor-Cadáver)

Senti um nítido crescimento dos autores neste livro. Se o Príncipe Gato foi um começo forte, posso dizer que a continuação o superou na escrita. O livro é narrado em primeira pessoa por várias perspectivas, os autores, porém, diferenciaram com maestria os personagens e seus modos de narrar.

Não há como falar deste livro e não citar-lhe os personagens, mas isso também já é quase redundante, pois como frisei na resenha do primeiro livro, os personagens viverão com você após o virar da última página.

Se no outro livro, Eleanor era meu personagem favorito, ele agora tem como concorrente a sábia e forte guerreira Kyra, além do hilário e irônico guaxinim Thomaz Mapache, que trouxe muitos momentos engraçados à narrativa. Há também o fauno Lian e seu exótico pônei selvagem, Lau. Todos personagens marcantes e com personalidades bem construídas.

"Você poderia achar estranho, mas naquele momento sorrimos um para o outro. A batalha estava declarada, isso era inquestionável, mas nós estávamos juntos novamente e, se tivéssemos de morrer, seria como heróis, e, melhor do que isso, como amigos"
Página 246 (O Príncipe Gato e a Flor-Cadáver)

A boa construção dos capítulos intercalados foi essencial para uma continuidade de leitura, entretanto a estória em si já faz muito desse trabalho. Uma vez que, após começar o livro, o leitor irá devorá-lo do começo ao fim em um piscar de olhos.

Sacadas inteligentes e engraçados, um humor irônico e requintado, personagens fortes e marcantes, narrativa espirituosa e fluida, estória mágica e deliciosa de se acompanhar. Estes são apenas alguns dos elementos que compõem esta ótima continuação. Tenho altas expectativas pelo próximo livro e recomendo muito a leitura deste livro, que é mais uma prova da grandiosidade do talento nacional.



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