Resenha: Princesa Adormecida

Título: Princesa Adormecida
Autor: Paula Pimenta
Páginas: 189 páginas
Editora: Galera Record
Era uma vez uma princesa... Você já deve ter ouvido essa introdução algumas vezes, nas histórias que amava quando criança. Mas essa princesa sou eu. Quer dizer, é assim que eu fiquei conhecida. Só que minha vida não é nada romântica como são os contos de fada. Muito pelo contrário. Reinos distantes? Linhagem real? Sequestro? Uma bruxa vingativa? Para mim isso tudo só existia nos livros. Meu cotidiano era normal. Tá, quase normal. Vivia com meus (superprotetores) tios, era boa aluna, tinha grandes amigas. Até que de uma hora pra outra, tudo mudou. Imagina acordar um dia e descobrir que o mundo que você achava que era real, nada mais é do que um sonho. E se todas as pessoas que você conheceu na vida simplesmente fossem uma invenção e, ao despertar, percebesse que não sabe onde mora, que nunca viu quem está do seu lado, e, especialmente, que não tem a menor ideia de onde foi parar o amor da sua vida. Se alguma vez passar por isso, saiba que você não é a única. Eu não conheço a sua história, mas a minha é mais ou menos assim... 


Minha Opinião: 

Depois do imenso sucesso do O Livro das Princesas, onde Meg Cabot, Paula Pimenta, Lauren Kate e Patrícia Barboza se reuniram para fazerem releituras de contos de fadas, a Galera Record convidou a Paula Pimenta para escrever outra releitura. Nasce assim Princesa Adormecida, a nossa antiga Bela Adormecida.

O livro narra a estória de Áurea, uma garota da família real de um pequeno reino e que recebe uma "maldição" no dia de seu batizado, ela será perseguida até a idade adulta por uma mulher invejosa e vingativa. Para protegê-la, seus pais a mandam para outro país, onde ela crescerá com outra identidade e distante dos possíveis perigos que ela correria em sua terra natal.

"Imagine acordar e descobrir que o mundo que você achava que era real nada mais é do que um sonho. E se todas as pessoas que você conheceu na vida simplesmente fossem uma invenção e, ao despertar, percebesse que não sabe onde mora, que nunca viu quem esta ao seu lado, e, especialmente, que não tem a menor ideia de onde foi parar o amor da sua vida."
Página 9 (Princesa Adormecida)

Uma releitura de A Bela Adormecida bem ao estilo de Paula Pimenta, repleto de sua maravilhosa escrita, com um enredo fantástico e todos os pontos que os leitores amam em sua narrativa.

De sua maneira ímpar, Paula nos conduz por este novo conto de fadas. Ela soube manter os pontos principais de A Bela Adormecida, mas deu seu toque aos elementos e tudo ganhou uma nova perspectiva.

As fadas tornaram-se três tios atenciosos e amorosos, Fausto, Florindo e Petrônio, que cuidaram dela aqui no Brasil. Marie Malleville deu vida à Malévola. Realmente, uma nova versão, mas que nunca deixava seu leitor esquecer o conto do qual estava-se falando.

O universo jovem foi brilhantemente retratado, principalmente na troca de torpedos que estão em grande e importante parte da estória.

Algumas partes são contadas por jornais e anúncios em meio a narração de Áurea, assim os anos são relatados resumidamente, mas sem perder a essência.

"Como se eu estivesse dentro de um daqueles filmes da Disney em que os personagens estão sempre felizes e cantam o tempo todo."
Página 84 (Princesa Adormecida)

Há também as amigas de Áurea, principalmente Clara, que se mostrou uma amiga leal e afetiva, mas não teve muita participação na segunda parte do livro. Fiquei curiosa em saber se haverá um conto voltado para Clara, já que há momentos em que ela me remeteu à Branca de Neve.

Cintia, a DJ Cinderela, aparece neste livro, já depois da finalização de seu conto, A Princesa Pop. O leitor pode matar um pouco das saudades dela com suas aparições. Aos que ainda não leram O Livro das princesas, advirto que o leiam primeiro, pois podem pegar spoilers da releitura de Cinderela em A Princesa Adormecida.

Se a frase 'Era uma vez...' sempre me remeteu a bons momentos da infância, fico feliz de ver minhas princesas favoritas me acompanhando além dos livros de contos de fadas e se parecendo tanto com as meninas normais, que sempre elegeram sua grande favorita e a carregaram pelo resto da vida. Um conto que promete deixar os leitores "felizes para sempre".

Beijos, 
Amanda

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